Capital humano: como e porquê sua empresa deve investir e valorizar!

Imagem de Ronald Carreño por Pixabay
Por mais que as empresas estejam avançando dia após dia por conta da tecnologia, muitas companhias continuam enfrentando grandes dificuldades, já que os negócios não evoluem de uma hora para outra apenas com bons equipamentos. Isso porque, quem já está há mais tempo no mercado de trabalho sabe que nada vai realmente bem sem a força de trabalho humana ou o Capital Humano, como é conhecido atualmente.

Embora o capital financeiro ainda seja visado por muitas empresas, a grande maioria já começou a notar que o conhecimento adquirido por um profissional por meio da teoria e da prática pode trazer muitos benefícios para o futuro da companhia.

Isso quer dizer que, valorizar os funcionários é uma ideia que está se tornando cada vez mais frequentemente e sendo debatida entre os donos de negócios. Por isso, neste artigo, vamos te mostrar para que o capital humano serve e por que as empresas devem investir nisso.

Veja o que abordaremos aqui:

Boa leitura!

O que é capital humano?

Ao contrário do que muitas empresas pensam, o capital humano é algo simples. De forma direta, ele nada mais é do que um conjunto de hábitos, conhecimento, habilidades sociais e de personalidade, que normalmente inclui criatividade, incorporados na capacidade de uma pessoa em realizar seu trabalho, de modo a produzir valor econômico de qualidade.

Sendo assim, o conceito de capital humano é único e difere de qualquer outro capital. Por isso, podemos defini-lo como o conjunto de competências, comportamentos, conhecimentos e habilidades que um profissional tem para realizar suas funções no trabalho.

Vendo por essa perspectiva, é essencial que a empresa invista em seus funcionários e nesta metodologia, para que as atividades realmente agreguem valor nos resultados do negócio.

Como e onde surgiu o conceito de capital humano?

Apesar de o conceito ter ficado famoso recentemente, o termo capital humano surgiu a partir de um artigo que foi publicado em 1961, na revista American Economic Review, por um professor do departamento de economia da Universidade de Chicago, Theodore W. Schultz.

Considerado o pai do capital humano, na época, ele o chamou de “Investment in Human Capital”, que em tradução livre significa: Investimento em Capital Humano.

No texto, o autor fez questão de relacionar o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) com os resultados obtidos pelas empresas ao investir em conhecimento e habilidades colaboradores.

Para que serve o capital humano nas organizações?

O capital humano é um dos pilares que confere diferenciais e eleva a competitividade de qualquer organização. Sendo assim, sua correta gestão, bem como o olhar atento por parte do RH, devem estar no topo das prioridades de organizações que buscam alta performance.

Esse conceito é um dos principais meios de gerar receita em uma empresa atualmente. Ele serve de tração para que as entregas da companhia, seja na esfera operacional como na estratégica, se provem acima da qualidade esperada.

Entretanto, não basta apenas contratar os melhores profissionais. É fundamental reconhecer e valorizar os profissionais, entendendo seu perfil, como, pontos fortes, fracos e oportunidades de melhorias, para criar estratégias que possam trazer progressos.

Já ouviu falar que um bom líder precisa gerir de maneira particular para cada um dos seus liderados entendendo cada indivíduo como único? Então, é exatamente isso.

Ou seja, o capital humano é uma força de trabalho que entrega algo além da simples operação, mas também agrega valor de forma duradoura ao negócio. Por isso, é preciso investir sempre em sua qualificação e motivação.

Recursos humanos e o Capital Humano nas organizações: qual a relação?

Mesmo que pareçam estar distantes, estes dois conceitos estão intimamente ligados. O RH precisa promover as condições necessárias para o engajamento e o desenvolvimento dos funcionários, sendo que o aprendizado e a melhora das competências técnicas e comportamentais são essenciais nesse sentido.

Isso significa que o investimento em capital humano deve ser uma das prioridades do Recursos Humanos, para que consiga alcançar os objetivos e seu trabalho seja mais consistente e também duradouro.

Por mais que haja a preocupação em fazer a melhor seleção possível na hora de contratar, é sempre importante promover o crescimento dos funcionários internos para que a necessidade dessas aquisições seja menor, ou relacionadas apenas a funções operacionais.

Sendo assim, com um trabalho focado no crescimento dessas pessoas, sem receio de perder esse capital, é possível:

  • Analisar cuidadosamente o perfil dos colaboradores e dos candidatos às novas vagas, conseguindo assim um maior alinhamento à função e à cultura corporativa;
  • Treinamentos mais eficientes, focados em resolver os gargalos atuais da empresa;
  • Elaboração de um plano de carreira claro e alcançável, ou seja, o funcionário entende o que é preciso para alcançar cargos melhores e a companhia oferece condições para que esse aprendizado de fato aconteça;
  • Aumento da produtividade e resultados mais satisfatórios das ações do RH voltadas ao engajamento e formação.

Importância do capital humano nas organizações

O trabalho de desenvolver o capital humano numa empresa estimula a colaboração, respeito e a satisfação coletiva entre todos os funcionários.

Isso porque, quando bem feita, a gestão deste conceito organizacional pode reduzir os níveis de estresse relacionados ao trabalho, fofocas e brigas no ambiente corporativo.

Como resultado, isso não só aumenta a satisfação interna, mas também melhora a reputação da empresa no mercado, por consequência, pode atrair mais clientes e mais profissionais que tenham um perfil alinhado com a cultura organizacional.

Como é possível adquirir e desenvolver o capital humano dos colaboradores?

Como já dissemos antes, o capital humano é algo muito importante, tanto para a empresa, quanto para o funcionário. Por isso, ambos precisam um do outro para que os negócios fluam da melhor forma possível.

Dessa forma, existem algumas coisas que a companhia pode fazer para facilitar, como:

Programas de capacitação

Não adianta apenas esperar que seus colaboradores se sintam inteiramente envolvidos com os objetivos da empresa. É preciso trabalhar internamente nisso, investindo em programas de capacitação, por exemplo.

Por isso, promova treinamentos, palestras e até mesmo rodas de conversa para os funcionários. Dessa forma, você estará investindo no desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades que cada um desempenha.

Também é aconselhável uma capacitação contínua, pois, além de trazer benefícios para a produtividade dos negócios, desenvolve no profissional uma perspectiva de carreira mais ampla.

Plano de carreira

Para completar, desenhe para seu colaborador um plano de carreira, respeitando sempre a individualidade de cada um. Mostre a ele que vale a pena investir tempo e dedicação em sua empresa, que ali poderá crescer como profissional e, também financeiramente.

Clima Organizacional

Faça uma pesquisa de campo e uma avaliação de desempenho para saber como anda o clima dentro do seu negócio. Para manter um clima organizacional de alto nível, sua empresa precisa ter uma liderança. Alguém que inspire, estrategicamente, organização e que seja um exemplo de profissional e acessibilidade.

Estratégia de gamificação

Esse ponto poderá trazer bons frutos para a relação entre empresa e colaborador, estimulando os funcionários por meio de jogos. Aqui, seu desempenho e produtividade se transformarão em pontuação, ranking e troféus, resultando em recompensas, como bonificações.

Como e por que as empresas devem investir e valorizar?

A valorização do capital humano faz toda diferença para o colaborador, pois sendo valorizado tende demonstrar um bom desempenho, o que favorece a empresa sendo benéfica de produtividade e lucratividade a longo prazo.

Por isso, as companhias precisam investir em:

  • Capacitação;
  • Treinamento;
  • Promover autonomia da equipe;
  • Desenvolver planos de carreira;
  • Incentivar a liderança.

Capital Intelectual e Capital Humano: quais as diferenças?

É bem comum que as pessoas confundem o conceito de Capital Humano com o conceito de Capital Intelectual. Entretanto, existem algumas diferenças bem importantes entre os dois.

O Capital Intelectual é um conceito mais amplo do que o Capital Humano, pois abrange tópicos que vão além do conhecimento acumulado pelo colaborador, que diz respeito ao valor gerado pelo saber disponível dentro de uma organização.

Isso quer dizer que, a principal diferença entre as duas é que o Capital Intelectual aborda questões que vão além do que diz respeito ao desempenho dos funcionários.

O Capital Intelectual reúne informações sobre bancos de dados internos, sobre concorrentes, clientes e até mesmo parceiros, redes de relacionamento, patentes e registros. Já o desenvolvimento do Capital Humano não se apega a esse tipo de informação.

Por isso, o investimento em Capital Intelectual também é importante para o desenvolvimento da empresa, ajudando-a no alcance de novos patamares e de um melhor nível de qualidade.

Gestão do Capital Humano nas empresas: como fazer?

Após explicarmos o conceito de capital humano e como ele é importante para a empresa, veja abaixo como implementá-lo de forma assertiva:

  • Conheça as competências exigidas e o perfil dos profissionais do seu negócio;
  • Invista em meios digitais, colaborativos e inovadores para capacitar;
  • Priorize sempre uma boa gestão de desempenho.

Conclusão

Neste artigo, explicamos o que é o capital humano, como ele funciona na prática, mostramos como estruturá-lo de uma forma prática dentro da sua companhia e também listamos diversos benefícios que implementar esse conceito pode trazer para a sua empresa e, também, para os seus funcionários.

Por isso, se você quer manter a excelência no mercado de trabalho, nunca esqueça de investir nos seus colaboradores, que é a parte mais importante e essencial da empresa.

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Fonte: PontoTel

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