Home office em tempos de isolamento

A rotina do trabalhador do mundo todo mudou praticamente do dia para a noite. Nem os mais fantasiosos imaginariam a realidade que vivemos. De repente o café com o colega, a reunião com o chefe ou a conversa no elevador desapareceu. Um vazio que  o departamento de Recursos Humanos aliado à tecnologia pode ajudar a ocupar.

Com a internet ficou mais fácil adaptar o trabalho para o modelo home office. Na parte técnica, principalmente para quem já trabalha com teleatendimento e serviços on-line, sem a burocracia e a papelada de sempre, basta mapear os computadores pessoais dos colaboradores e direcionar as ligações diretamente para a máquina de cada um.

No entanto existe a parte emocional e psicológica que o isolamento pode afetar. É a parte que envolve a rotina dos funcionários. Adaptar-se ao dia a dia, alterado tão bruscamente, requer atenção especial. E é aí que o RH precisa assumir o papel de conselheiro no processo e apoiador incondicional de seus colaboradores. Precisa se fazer presente no momento em que todos estão – fisicamente – ausentes. E a internet permite isso.

O primeiro passo é investir no diálogo com os funcionários. Seja através de reuniões particulares ou encontros virtuais coletivos. Saber aquilo que angustia quem está do outro lado é fundamental para ajudá-lo a manter a sua produtividade. O colaborador deve saber que tem com quem contar em caso de dúvidas, sugestões, reclamações.

Trabalhar em equipe também é fundamental nesse momento, então vale induzir que os funcionários compartilhem a produtividade e o desempenho com os colegas, trocando entre eles novas formas de abordagens e tirando dúvidas que venham a ter sempre que possível.

Na sequência, é importante sugerir que todos mantenham os mesmos hábitos mesmo estando em casa: dormir e acordar nos mesmos horários, se preparar para um dia de trabalho (trocando de roupa em vez de ficar de pijama o dia todo), respeitar pausa de almoço e intervalos, entre outros. Além disso, é preciso lembrar da importância de seguir as metas que se tinha no trabalho em casa. O profissional deve saber que continua sendo útil e de extrema importância para a empresa.

Outro fator que influencia muito o home office e que deve ser levado em conta é a concentração: são muitas as distrações em casa, o que pode afetar diretamente a produtividade. É preciso dar dicas de como os colaboradores devem ter foco e lembrá-los de que devem pedir a colaboração da família para ajudar no processo. Estar em casa não significa estar à toa.

Outro ponto que deve ser destacado com as equipes são justamente as vantagens de se trabalhar em casa. Dá para tirar alguns minutos para se alongar, tomar um café ou respirar ar fresco, ver TV enquanto faz a digestão… Essas simples atitudes ajudam muito na produtividade. Além disso, é possível otimizar o tempo. Os minutos – quando não horas – normalmente usados para o deslocamento até a empresa podem ser aproveitados para estudar, descobrir coisas novas, fazer algum curso ou passar mais tempo com a família.

Mesmo em momentos de incertezas é possível tornar o cenário mais leve e tranquilo. Basta lembrar que empresas são feitas de pessoas. E a maioria delas está apreensiva neste momento. Apenas a empatia, o estreitamento dos laços e o suporte emocional são capazes de estimular o profissional. Mais do que nunca é hora de aproveitar os recursos para ajudar os humanos.

ABRH-SP

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