Mapeamento comportamental: como impacta na rotatividade da empresa?

Contratar as pessoas certas e mantê-las engajadas em seus cargos é um desafio enfrentado por todas as empresas. Os setores de RH estão, continuamente, trabalhando para que empresa e colaborador andem lado a lado, visando os mesmos objetivos.

Com isso, diversas ferramentas e metodologias são utilizadas para que a incidência de desligamentos seja a mais baixa possível.

Na leitura a seguir, você vai saber o que é mapeamento comportamental, qual é o papel desse recurso na diminuição da rotatividade de pessoal e como implementar essa técnica na sua empresa. Confira!

O que é mapeamento comportamental?

O mapeamento comportamental é um procedimento que consiste em identificar as características comportamentais ou a personalidade de uma pessoa e associá-las às necessidades e aos objetivos da empresa.

No contexto corporativo, essas características estão diretamente relacionadas aos seguintes pontos:

  • Modo com o qual um profissional se comporta no trabalho
  • Maneira como ele desempenha suas tarefas no dia a dia
  • Postura com relação às situações de pressão ou de crise que surgirem
  • Ambiente de trabalho adequado que o faça sentir-se mais confortável
  • Relação desse colaborador com os seus colegas de time

Em todas essas situações, cada perfil comportamental vai proceder de uma maneira específica e é justamente essa a conduta a ser pontuada.

Fazer uma gestão comportamental dentro das empresas traz inúmeros benefícios, como: conhecer melhor a equipe, entender os tipos de liderança presentes na sua organização, identificar novos líderes, reajustar posições para tornar as equipes mais estratégicas e um grande benefício que será discutido neste artigo: a diminuição da rotatividade da empresa.

Entretanto, antes de fazer essa associação, é necessário entender por completo o que significa esse termo e qual é a sua importância para o ambiente organizacional.

O que é Rotatividade?

A rotatividade de uma empresa, também chamada comumente de Turnover é o número de desligamentos e substituições de funcionários que ocorrem em uma empresa, em determinado período de tempo.

A palavra ‘turnover‘, em tradução livre, significa “virada” ou “renovação”. Portanto, a rotatividade de pessoal é justamente a recorrência desse evento que gera um índice ou uma taxa de turnover.

Esse é um dos principais indicadores de RH a ser observado e levado em consideração, com muita seriedade. Pois é importante para qualquer empresa que esse índice mantenha-se constantemente equilibrado, para uma boa saúde organizacional.

Embora ter uma alta taxa de rotatividade seja ruim em vários aspectos, um dos principais deles é o custo gerado em função dessa grande ocorrência de substituições de pessoal. Esses custos estão relacionados a: gastos com o próprio desligamento, gastos com recrutamento e seleção, despesas relacionadas a treinamentos de novos colaboradores etc.
Para calcular a taxa de rotatividade da sua empresa, acesse: Calculadora de Rotatividade.

Custos do Turnover no Brasil

Segundo pesquisa realizada pela Robert Half, as taxas de rotatividade de pessoal no Brasil são consideravelmente altas. Estima-se que esse número “aumentou em 82% das empresas desde 2010, mais que o dobro da média mundial, que foi de 38%”.

Também, dados de maio de 2020 indicam que “enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação abril de 2019 com o mesmo mês deste ano”, de acordo com artigo do Ministério da Economia, dados apurados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Evidentemente, o país passou por uma forte crise econômica, em função do coronavírus, e esse foi o fator fundamental para que a rotatividade de pessoas em empresas brasileiras, assim como em diversos outros lugares no mundo, sofresse essa alteração severa em um período curto de tempo.

Sabemos que esse abalo na economia ocorreu na maioria dos segmentos de mercados, em alguns mais do que em outros. Mas o impacto dessa alta taxa de turnover propicia muitos malefícios e desequilíbrios financeiros dentro de uma organização.

Por isso, é importante sempre encontrar ações para reduzir o número de demissões que ocorrem em uma empresa, mesmo em tempos de crises. Certamente, essa não é uma tarefa fácil, mas o mapeamento comportamental pode ser um aliado nessa missão.

A seguir, o esclarecimento de como isso acontece.

Relação entre esses dois conceitos

Antes de tudo, é seguro afirmar que o mapeamento comportamental é uma ferramenta que impacta a favor da redução da rotatividade de uma empresa.

O desligamento de um profissional pode ser ocasionado por diversos motivos, a exemplo:

  • Remuneração desalinhada com o mercado
  • Falta de valorização do trabalho de um colaborador
  • Inadequação do profissional com o ambiente de trabalho
  • Falta de perspectiva de crescimento na empresa
  • Desalinhamento com a cultura da empresa
  • Baixa produtividade

Esses, entre outros fatores, podem ser motivos que vão justificar e levar a uma rescisão direta ou indireta, ou seja, solicitada pelo empregador ou pelo colaborador.

A grande contribuição do mapeamento comportamental é justamente qualificar o profissional, com relação às suas soft skills e estabelecer um cargo e ambiente onde ele se sinta confortável, valorizado e satisfeito. Tudo isso em conformidade com os objetivos que a sua empresa tem.

Logo, se um funcionário tem as suas necessidades atendidas, sente-se realizado em sua posição e percebe o seu valor dentro da estratégia geral de uma organização, sem dúvida encontrará poucos motivos para sair da empresa a qual faz parte. Pelo contrário, essa pessoa vai ter um desempenho satisfatório, vai buscar crescimento e consequentemente, influenciará o seu ambiente de trabalho positivamente.

Desta forma, vários dos problemas citados anteriormente serão amenizados.

Porém, para que esse processo aconteça, é necessário conhecer o colaborador, entender quais são as suas expectativas com relação ao seu trabalho, o que o motiva, quais são os seus pontos fortes e que podem ser usados para um aprimoramento constante.

Aplicando o Mapeamento Comportamental

Objetivo

Antes de mais nada, é fundamental elencar, com clareza, quais são as metas da empresa. Qual é o objetivo  a ser alcançado e como esse caminho será trilhado, pensando em curto, médio e longo prazo.

Competências adequadas

Paralelamente ao objetivo, é preciso identificar quais são as competências organizacionais necessárias para executar as tarefas em busca desse objetivo. Nesta fase, vale listar todos os cargos da empresa e a descrição das tarefas associadas a cada um deles.

Análise comportamental

Nessa etapa, é necessário aplicar questionários tanto para novos funcionários, como para os que já fazem parte da empresa, para identificar as competências e adequá-las de acordo com a necessidade.

Apuração de resultados

Depois de todo esse processo, é necessário cruzar os dados da pesquisa com colaboradores com os objetivos e metas da empresa, para adequar cada funcionário, em seus respectivos cargos, para que sejam conveniente e satisfatório tanto para o colaborador como para a empresa.

Após tudo concluído, você conseguirá perceber como o mapeamento pode ser uma ótima solução para diminuir a taxa de turnover em sua empresa e agregar várias outras vantagens no ambiente de trabalho.

Agora que você já entendeu como essa ferramenta pode te ajudar é só colocar a mão na massa!

Este conteúdo foi produzido em parceria com o time da Sólides.

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Fonte: PontoTel

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