Negociação mais empática


A negociação foi eleita como uma das competências do futuro segundo o Fórum Mundial de Davos, em uma época em que a tecnologia se faz presente em muitas áreas. Por exemplo, os robôs realizando atendimentos através de Chatbot e a Inteligência Artificial para dar mais assertividade às preferências dos clientes, tornando tudo mais interligado, composto de coisas e pessoas, dispositivos, dados e processos, permitindo maior ligação e velocidade no processamento de dados.

Atividades que eram executadas somente por humanos agora são executadas por máquinas, o que a meu ver, reforça dois pontos:

  • Qualidade do pensamento; e
  • Relação empática entre as pessoas.

Numa visão minimalista, sejam pessoas ou empresas, a tendência é focar no que realmente importa, seja para produtos, experiências pessoais e para a vida.

Caberá ao Homo Sapiens elevar o conceito simplista de pura sobrevivência do “ganha-ganha” e ampliar o desafio ao buscar melhores níveis de uma “consciência mais humana”. Ou seja, buscar relacionamentos mais harmoniosos, ser mais colaborativo e abnegado, olhar com a visão do outro, seja em suas relações pessoais, B2B e B2C em áreas como atendimento, suporte, RH e até cobrança.

Nas empresas, a negociação tem o papel de facilitadora nos conflitos, destravando processos, criando ambientes melhores, trazendo mais harmonia e mais empatia no dia a dia.

Sendo homem ou máquina, a mudança será constante. A transformação digital mudou completamente a visão a respeito das relações; novas tecnologias estão sendo apresentadas; e não estar atento à inovação pode trazer resultados catastróficos, gerando novos conflitos. Nesse ponto, na mediação, nada foi criado para substituir a ação humana como intérprete nas negociações.

Somente o homem pode mudar as atitudes, mudar a visão a respeito das relações, buscar harmonia, compreender os desafios humanos, escutar, observar, ser curioso pelo próximo, enxergar vulnerabilidades e se colocar no lugar do outro. Este é o segredo da negociação.

Fonte: O Estado de São Paulo, 23 de Fevereiro de 2020.

ABRH-SP


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