Novas regras do cheque especial? Fique por dentro!


Diversos imprevistos aconteceram durante o mês e as suas contas não fecham? E para resolver a situação, você usou o cheque especial? Antes que este seja tarde, entenda que de especial esse crédito só tem o nome, e é fundamental que você conheça as novas regras do cheque especial para não se enrolar.

O cheque especial só deve ser uma opção se não existir outra saída, as taxas de juros são escandalosas e podem comprometer ainda mais a sua situação.

Contudo, se essa já é a situação, você precisa ficar por dentro das regras do cheque especial, divulgados pelo Banco Central (BC), que começaram a valer em janeiro de 2020:

  • taxa de juros foi limitada a 8% ao mês;
  • tarifa 0,25% será cobrada pelo uso do produto;
  • mudanças no limite de crédito exigem autorização do cliente;
  • opções mais baratas de crédito devem ser ofertadas.

Se você quiser saber como evitar o cheque especial, recomendamos a leitura deste artigo aqui com uma solução inovadora, o Xerpay.

Para te ajudar a entender melhor esse novo cenário, preparamos este post com todos os detalhes das novas regras do cheque especial. Confira!

O que é cheque especial?

A grosso modo, cheque especial é uma modalidade de crédito pré-aprovado por bancos e instituições financeiras (com base no perfil de cada cliente), usada automaticamente assim que a conta bancária é zerada.

Ou seja, caso exista a necessidade de efetuar pagamentos ou transferências e não houver saldo disponível, o cheque especial é liberado. Ao invés de cair no débito, o consumidor obtém uma renda extra conveniente para quitar as suas despesas ou mesmo lidar com imprevistos financeiros.

Por ser de fácil acesso e ter fácil contratação, já que o empréstimo é concedido sem exigência de garantias, o cheque especial é um tipo de crédito de alto custo. Não é raro ver consumidores perderem o controle da situação e permanecerem endividados por anos.

Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o cheque especial disputa com o cartão de crédito a liderança da taxa de juros mais alta do mercado

Na tentativa de mudar esse cenário e diminuir a incidência de adesão a esse crédito emergencial, o Banco Central mudou algumas de suas regras.

Quais são as novas regras do cheque especial?

O BC anunciou que a partir deste ano novas regras do cheque especial passam a valer em todo país. Confira a seguir as principais mudanças.

Taxa de juros limitada a 8% ao mês

Uma das novas regras do cheque especial é o valor da taxa de juros. Segundo dados do BC, os bancos cobravam uma média de 12% de juros pelo uso do serviço. Agora o valor tarifado para quem usar o crédito automático vai ter limite de 8% ao mês (151,8% ao ano).

Apesar da queda dos juros, a mudança não significa que este tipo de crédito passou a ser barato. Portanto, continua sendo mais inteligente financeiramente procurar outras formas de créditos, como o consignado ou mesmo o empréstimo pessoal para preservar seus gastos.

Tarifa de 0,25% é cobrada pelo uso do cheque especial

As novas regras do cheque especial também determinaram que os bancos podem cobrar uma tarifa de até 0,25% ao mês de quem tem limite de cheque especial acima de R$ 500,00, independentemente se estiver usando ou não o crédito. 

Todos pagam pela tarifa mensalmente, mesmo quando não usarem o serviço. Contudo, quando o cliente precisar acionar o limite, essa taxa será descontada do valor dos juros.

Para clientes novos, a cobrança já é válida. Para quem é correntista antigo, a regra passa a valer em junho deste ano. A cobrança da tarifa será feita conforme as políticas de cada instituição financeira.

Mudança no limite de crédito exige autorização

A alteração do limite de crédito passa a precisar da autorização do consumidor. O banco deve avisar o cliente quando ele não tiver saldo suficiente e pedir autorização para fazer qualquer mudança na sua conta, inclusive a liberar o cheque especial. Ou seja, será preciso deixar claro que o cliente contratou um crédito pré-aprovado.

Além disso, os clientes podem pedir o cancelamento ou redução do limite para R$500,00 a qualquer momento. Assim, ele fica seguro contra essas tarifação e mantém as suas contas sob controle. Alguns bancos podem divulgar a isenção da cobrança dessa tarifa, mas o mais indicado é entrar em contato com a instituição conhecer os termos contratados.

Opções mais baratas de crédito devem ser ofertadas

Vale ressaltar também que caso o cliente utilize mais de 15% do cheque especial por 30 dias seguidos, o banco é obrigado a oferecer ao correntista uma opção mais barata de crédito.

Apesar disso, o cliente não é obrigado a aceitar a proposta, mesmo que seja para parcelar a dívida, e pode continuar utilizando o cheque especial. Uma nova proposta deve ser feita a cada 30 dias de permanência do cliente no cheque especial. Essa regra se aplica apenas para dívidas superiores a R$ 200,00.

Nenhuma instituição é obrigada a conceder crédito, por isso para ter acesso a esse produto, o consumidor deve assinar um contrato, onde todas as condições de uso estão previstas criteriosamente.

As novas regras do cheque especial foram elaboradas pelo BC para ajudar a reduzir o custo do produto. Hoje, os bancos disponibilizam cerca de 350 bilhões aos clientes como limite, estimativa que revela o quanto esse tipo de crédito é comum no país.

Uma dica para evitar o cheque especial é criar uma reserva de emergência. Assim, se qualquer imprevisto surgir, você não vai precisar recorrer ao cheque especial para pagar as contas. E mais uma vez, se a situação foi muito complicada e você não tinha essa reserva, pesquise outros tipos de crédito disponíveis no mercado.

Agora que você já está por dentro das novas regras do cheque especial, fique atento ao seu planejamento financeiro. Pesquise, compare e proteja o seu dinheiro. Imprevistos acontecem com qualquer pessoa, mas com organização e responsabilidade, as finanças podem ficar em dia.

Fonte:Xerpa


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