Problemas e medidas na empresa familiar

Muitos criticam este tipo de empresa, mas é visível que não existem apenas insucessos quando olhamos para o mercado e verificamos a grande quantidade de empresas bem-sucedidas e que têm sua origem em uma família.

Por ter trabalhado muito nesta área acabei por conhecer diversos casos. Isto me possibilitou identificar que estas empresas passam por dificuldades organizacionais semelhantes e para tais coloco abaixo algumas dicas visando a melhoria no seu gerenciamento.

Um fato muito comum refere-se à contratação de funcionários que possuem uma grande amizade com a família e não têm de fato a competência necessária para realizarem suas tarefas. A contratação das pessoas deve ser baseada em critérios profissionais de ingresso, pois muitas vezes é mais difícil desligá-los do que contratá-los e isto deve valer não apenas para os de fora da família, mas para os familiares. Se o indivíduo não preencher os requisitos profissionais necessários, não deveria fazer parte do quadro de colaboradores da empresa.

Outro problema que aparece com frequência é a confusão na hora de se tomar decisões, pois como muitas pessoas são da família elas se acham no direito de decidir sem levar em consideração as que realmente detêm a autoridade.

A mistura de papéis é muito comum neste tipo de empresa, devendo-se mencionar que várias atitudes pertencentes às relações familiares não devem ser simplesmente transportadas para dentro da empresa.

Portanto, é imprescindível estabelecer regras a fim de diminuir a pressão dos interesses individuais sobre os da empresa. Observo que como qualquer outra empresa, deve ser criado um conjunto de regras e critérios de trabalho para que todos os participantes da firma desenvolvam seus serviços de forma clara e objetiva.

Lembro que isto não significa tirar a agilidade do negócio, mas orientar as atitudes para que estas não se tornem conflituosas.

Posso dizer que, além das observações acima, um outro ponto importante a ser observado é aquele que trata dos conflitos pessoais.

Estes aparecem mesmo nas empresas que não têm origem familiar, como por exemplo as divergências existentes entre sócios ou funcionários.

As divergências podem muitas vezes ser construtivas e boas para o negócio, devendo ser tratadas com muito respeito pelos participantes e discutidas constantemente.

Fonte: administradores.com.br

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