Quais são os custos de empreender e abrir uma empresa?

Quando se pensa em iniciar um negócio, uma das primeiras questões que surgem na mente do empreendedor é em relação aos custos para materializar uma empresa, ou seja, qual o valor necessário para colocar um negócio em operação de forma regular e consistente.

É importante ter consciência de que as respostas para essas e outras perguntas podem variar conforme o modelo de negócio e o seu enquadramento. Embora empreender seja uma possibilidade para todas as pessoas, para aumentar as chances de sucesso, é fundamental conhecer melhor os custos envolvidos nessa jornada e as variáveis que podem impactá-los.

Isso permitirá que você planeje suas ações, evitando surpresas desagradáveis e problemas durante a fase de consolidação da empresa. Justamente por isso, preparamos este artigo abordando a questão dos custos de empreender para que você se sinta mais seguro e preparado para essa tarefa. Acompanhe!

Qual o perfil ideal de um empreendedor?

Evidentemente, conhecer os custos de empreender é um fator determinante para se alcançar o sucesso. Porém, existem outros pontos indispensáveis, como é o caso do perfil do empreendedor. Por esse motivo, antes de abordarmos a questão dos custos, é essencial reforçar o diferencial que alguns atributos e características do empreendedor têm nessa jornada.

Como foi dito, embora o empreendedorismo seja democrático e possível a todos, alguns atributos se tornam desejáveis nessa hora. Empreender exige não só conhecimento técnico e habilidade com dados estatísticos e números, mas um perfil dotado de características como:

  • resiliência;
  • proatividade;
  • humildade;
  • engajamento;
  • disposição;
  • motivação;
  • persistência.

Esses são alguns dos pontos fortes que empreendedores de sucesso carregam em seu perfil. São atributos que tornam a jornada mais simples e promissora — e que, por isso, você precisa desenvolver.

Quais os principais custos para iniciar e manter um negócio no Brasil?

Diferentemente do que muitos acreditam, iniciar um pequeno empreendimento no Brasil não é algo extremamente oneroso. A depender da modalidade de negócio, não é necessário o pagamento de nenhuma taxa ou valor para sua formalização.

No entanto, passada a fase de abertura da empresa, é preciso ter ciência de que alguns custos surgirão. Então, é fundamental que você já os conheça:

  • custos fiscais: envolve os tributos incidentes sobre as atividades da empresa cujos valores podem variar de um estado para outro e, ainda, em razão da atividade do negócio. Nesse ponto, tributos como ISS, ICMS, IPI, PIS, COFINS, além do IRPJ e CSLL, devem compor os cálculos do empreendedor;
  • capital social: toda empresa necessita de um investimento inicial mínimo para materializar suas atividades, como para a compra de insumos, equipamentos e contratação de pessoal;
  • capital de giro: a empresa também necessita arcar com custos operacionais para se manter em atividade. Logo, é preciso reservar uma parte dos recursos para suprir custos como matéria-prima ou mercadorias, além daqueles relacionados à estrutura física do negócio, como aluguel, energia, água, telefone, serviços etc.;
  • folha de pagamento: quando a empresa inicia suas atividades com uma equipe de colaboradores, é necessário considerar os custos da folha de pagamento, incluindo os respectivos tributos. Esse, inclusive, pode ser um dos custos mais altos para se manter um negócio;
  • regime tributário: independentemente se a empresa será enquadrada no regime do Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido, é imprescindível considerar os custos que cada regime gerará no dia a dia. Nesse ponto, vale mencionar que a legislação prevê benefícios a determinados regimes, como o Simples, que elimina uma série de tributos.

Qual a diferença entre MEI e ME e quais seus custos?

Com o foco voltado para os custos de empreender, é importante ter em mente que um dos pontos que interfere diretamente nesse quesito é a forma jurídica da empresa. Isso porque a legislação brasileira estabelece diferenciações no tratamento dos negócios, especialmente no que diz respeito à incidência e ao valor dos tributos cobrados. Um exemplo claro está na diferenciação entre o MEI e a ME. Confira!

MEI (Microempreendedor Individual)

O MEI é uma forma de o trabalhador informal, que atua por conta própria, se regularizar perante o governo, passando a atuar como pessoa jurídica — o que o permite emitir nota fiscal e contribuir com a previdência.

Contudo, existem algumas condições que precisam ser atendidas para que a empresa possa ser enquadrada nessa modalidade, como:

  • inexistir sócios e ter no máximo um colaborador;
  • previsão da legislação para que a atividade do empresário possa ser enquadrada;
  • o faturamento anual da empresa não pode ultrapassar R$ 81 mil — o que resulta em uma média mensal de R$ 6.750.

Ao se enquadrar como MEI, o principal custo do empresário é fixo, sendo relativo ao DAS (Documento de Arrecadação Simplificado), o qual reúne uma série de tributos em uma única guia de pagamento. O valor desse DAS varia conforme a atividade desenvolvida pelo microempreendedor.

ME (Microempresa)

A Microempresa é uma categoria estabelecida em legislação para os pequenos negócios que faturam até R$ 360 mil anualmente — o que corresponde a uma média de R$ 30 mil mensais.

Segundo a Lei Geral da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006), os empreendimentos que se encaixam como microempresa estão sujeitos a um tratamento diferenciado e mais vantajoso, como preferência em licitações e possibilidade de optar pelo regime do Simples Nacional.

Quando aderente ao Simples Nacional e com um faturamento não superior a R$ 3,6 milhões, a ME fica isenta de impostos federais, o que reduz bastante os custos nessa modalidade. Porém, o recolhimento dos tributos estaduais e municipais permanece obrigatório.

Como reduzir os custos ao abrir um negócio?

O primeiro passo é elaborando um plano de negócios. Esse documento, que nada mais é que um planejamento estratégico que leva em conta todos os custos fixos e variáveis da empresa, além de outros quesitos que podem interferir em suas atividades e orçamento, ajuda o empreendedor a ter uma maior visibilidade sobre a empresa e a tomar decisões de forma mais consciente e econômica.

Além disso, a redução de custos também passa por um acompanhamento ativo dos processos contábeis da empresa para não incorrer em erros, atrasos, multas e penalidades que possam prejudicar as finanças. Nesse ponto, inclusive, destacamos a importância do planejamento tributário, o qual leva em consideração o tipo de atividade, o melhor regime de tributação, entre outras variáveis.

Por fim, ressaltamos que uma boa gestão, aliada a controles eficientes, é a principal responsável pela redução dos custos dentro de uma empresa, independentemente de seu porte. Por essa razão, seguir pelo caminho da tecnologia e da inovação também são estratégias eficientes para a minimização de gastos.

Hoje, softwares e soluções informatizadas são capazes de automatizar uma série de processos burocráticos e repetitivos, permitindo que pequenos negócios consigam imprimir um alto rigor em suas atividades, reduzindo erros e desperdício de recursos, além de não sofrerem com a desorganização dos seus dados e informações — ativos fundamentais para os empreendimentos modernos.

Tecnologias como o Certificado Digital, por exemplo, colocam a empresa na era digital, eliminando custos com expedientes manuais, autenticações mecânicas de documentos e o uso de papel. Além disso, reforça a segurança da informação, facilita o cumprimento de obrigações perante o Fisco e otimiza a comunicação no dia a dia ao possibilitar o uso de documentos em formato digital, de autenticação eletrônica e da assinatura eletrônica.

Desse modo, como vimos, os custos de empreender estão em diferentes pontos dentro de um negócio. Por essa razão, ter uma boa documentação e organização é indispensável para manter todos os gastos visíveis e controlados desde o momento da abertura da empresa.

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Fonte: Soluti

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