Saiba o que é Downsizing e como implementar na sua empresa!

Os momentos de crises são sempre muito delicados para as empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte. O downsizing é uma das estratégias que pode ajudar as organizações a amenizarem os impactos desses momentos.

Quanto mais organizados forem os processos internos dessas empresas, teoricamente, menores serão os impactos da crise.

Sabemos os desafios que uma empresa encontra ao tentar se manter firme no mercado durante esses momentos. Aquelas que possuem os seus processos mais bem desenhados, investem em tecnologia, inovação e principalmente têm seus times mais enxutos, terão maiores chances de contornar a crise.

É claro que isso não é uma regra. Mesmo as empresas que possuem tecnologia avançada, processos bem definidos e times menores, correm o risco de quebrar ao se depararem com crises, como a que estamos passando devido a pandemia do COVID-19.

Para tentar contornar crises externas ou até mesmo reduzir os seus custos, as empresas usam algumas estratégias, e o downsizing é uma delas.

A estratégia de downsizing, criada há 50 (cinquenta) anos nos Estados Unidos, consiste na redução de custos com colaboradores, otimização de processos e melhorias na comunicação interna das empresas.

Quando bem aplicada, pode trazer ganhos significativos para as organizações, mas as empresas que estiverem dispostas a colocarem o downsizing em prática devem tomar alguns cuidados, pois os impactos negativos existem.

Isso e muito mais você encontra neste material que preparamos. Veja as principais temáticas que serão abordadas neste artigo!

O que é downsizing?

O downsizing é uma estratégia que usa a redução temporária ou permanente da força de trabalho de um ou mais níveis hierárquicos. 

Essa estratégia é usada com o intuito de reduzir os custos que as empresas têm com os seus colaboradores, fazendo com que a recuperação de sustentabilidade e competitividade seja algo mais plausível.

Ao mesmo tempo que o número de colaboradores diminui, aumentam-se os investimentos em melhorias de processos e tecnologias

Além da redução de custos, o downsizing pode ser aplicado com outros objetivos, como aumento na eficiência das operações. Em boa parte dos casos, quanto maior o volume de funcionários em uma determinada função, menor é a eficiência dos mesmos.

Onde surgiu o downsizing?

Criado na década de 1970 (mil novecentos e setenta), nos Estados Unidos, o downsizing tinha o objetivo de diferenciar a competitividade entre as organizações.

Dez anos depois, essa estratégia começou a ser implementada no Brasil para que as empresas fossem reestruturadas, atingindo eficiência nos investimentos e reduzindo os processos burocráticos que não eram mais necessários.

Os impactos dessa estratégia nas empresas brasileiras, causaram um achatamento na pirâmide hierárquica das mesmas.

Até hoje o downsizing sofre algumas mudanças que visam a melhoria constante dos processos organizacionais e a redução dos custos das empresas.

Quais os objetivos do downsizing?

O principal objetivo da implementação da estratégia do downsizing é a redução de custos organizacionais, mas essa estratégia também pode ser usada com outras finalidades, tais como:

  • Redução na força de trabalho;
  • Redesenho organizacional;
  • Melhoria sistêmica nos processos;
  • Aumento na produtividade dos gestores;
  • Rapidez na tomada de decisões estratégicas;
  • Antecipação perante os concorrentes;
  • Comunicação interna mais clara e rápida;
  • Maior foco nas necessidades dos clientes.

Quando as estratégias de redução na força de trabalho, melhoria de processos e redesenho organizacional acontecem de forma conjunta, os benefícios para as empresas, a longo prazo, são muito mais perceptíveis.

Ou seja, as empresas que conseguem melhorar os seus processos e reduzirem seus times, tornam-se mais competitivas e sustentáveis ao longo do tempo. Pode parecer simples, mas é um desafio enorme para as empresas.

Benefícios do Downsizing

Quando bem planejado e bem aplicado, o downsizing pode trazer muitos benefícios para as organizações. Abaixo pontuamos alguns deles, veja:

  • Aumento de velocidade nas tomadas de decisões: Como uma das ações dessa estratégia é a redução da força de trabalho, os processos de tomada de decisão tornam-se mais simples, uma vez que o número de pessoas envolvidas é menor.
  • Redução de custos: Com os times reduzidos, caem os investimentos que eram feitos nos funcionários, e o foco é voltado para o resultado final dos produtos e serviços.
  • Comunicação mais rápida e assertiva: Com a aplicação do downsizing, o caminho para que as mensagens sejam transmitidas é encurtado. Isso diminui as chances de haver falhas na comunicação e, ao mesmo tempo, reduz o tempo de transmissão dessas mensagens.
  • Maior foco no cliente: Com o time mais enxuto e processos mais bem desenhados, os líderes deixam de dedicar tanto tempo com problemas internos. Isso faz com que eles tenham mais tempo para focar em seus clientes, melhorando a relação com os mesmos.
  • Aumento da produtividade: A redução de processos burocráticos e a maior horizontalização nas empresas fazem com que os colaboradores sintam-se mais motivados e engajados para desempenhar as suas funções. A independência dada a eles para tomar determinadas decisões, deixa o processo mais fluido, desencadeando uma melhora na produtividade.

Após o boom de crescimento das empresas, os processos costumam ficar mais burocráticos e as equipes mais difíceis de serem gerenciadas, dado que os times são maiores.

Nesse momento o downsizing pode ser posto em prática, trazendo os benefícios pontuados acima.

A redução da força de trabalho garante redução de custos, comunicação com menos ruídos, e desburocratização de processos decisivos. Com a implementação de novas tecnologias, os processos são otimizados, aumentando a performance.

Com isso, a empresa consegue focar com mais força no seu principal recurso: seus clientes.

E os perigos do downsizing?

Na teoria a implantação do downsizing pode ser uma estratégia muito eficiente que traz grandes ganhos. Na prática, se o planejamento e execução dos processos não forem bem feitos, o downsizing pode trazer riscos à organização.

Os principais fatores que podem ser prejudicados com a implementação do downsizing são:

  1. O ambiente de trabalho pode ter perdas significativas de liderança como coordenadores(as) e gestores(as), além da perda de eficiência em processos que funcionavam, comprometimento da eficácia organizacional e insegurança dos colaboradores que permaneceram trabalhando na empresa.
  2. As relações de trabalho são agravadas, aumentando o volume de reclamações, aumento do índice de acidentes e doenças, deterioração das relações trabalhistas e aumento da incidência de sabotagens.
  3. Prejuízo à imagem externa junto a clientes, parceiros comerciais e investidores, o que desencadeia em dificuldade de atração de novos talentos, e aumento da propensão à intervenção governamental.
  4. A eficiência interna pode ser comprometida através da perda de experiência, perda de memória organizacional, perda coletiva de espírito empreendedor, aumento burocrático, perdas na agilidade e eficiência de decisões, e crises de comunicação.
  5. A eficácia organizacional também torna-se um risco, uma vez que pode existir queda na qualidade das entregas, deterioração da produtividade, queda no valor das ações, perda de visão estratégica e estagnação ou queda no volume das vendas.

Principais dúvidas sobre downsizing

Por ser um termo internacional, é natural que as pessoas tenham dúvidas e fiquem confusas ao estudar mais sobre a estratégia de downsizing. A seguir, pontuamos as principais dúvidas sobre essa temática, veja:

Diferença entre downsizing e rightsizing

Enquanto o downsizing tem o foco na redução de custos através da diminuição da força de trabalho, o rightsizing é uma estratégia que visa a readaptação das organizações de acordo com as necessidades e tendências dos mercados que estão inseridas.

A estratégia de rightsizing consiste em focar no futuro, fazendo com que as empresas estejam sempre atentas às inovações tecnológicas e às novas ideias que podem ser aplicadas em seus setores.

Ambas as estratégias estão muito relacionadas às crises. Porém, o rightsizing deixa as organizações um passo à frente da crise, enquanto o downsizing é mais utilizado quando a crise já está acontecendo em uma determinada empresa.

É sempre válido lembrar dos riscos que as empresas correm ao implementar estratégias como essas. Mas, quando aplicados em conjunto de forma organizada e bem estruturada, o downsizing e o rightsizing podem garantir muitos benefícios às organizações, tanto na previsibilidade quanto no contorno de crises.

Downsizing e reengenharia – Qual a diferença?

Pode-se dizer que a reengenharia é uma estratégia mais radical, quando comparada ao downsizing. 

A estratégia de reengenharia é utilizada pelas empresas quando os seus produtos ou serviços não atendem às necessidades dos clientes, tendo que passar por uma reestruturação drástica em todos os níveis.

Para a aplicação da estratégia de reengenharia, as organizações precisam fazer mudanças em todos os níveis. Elas vão desde mudanças administrativas à mudanças estruturais e de produção

É uma estratégia muito complexa de ser posta em prática, e os riscos que as empresas se submetem ao implementarem a reestruturação são muito altos.

Para que seja uma estratégia bem sucedida, as organizações precisam ter uma visão 360º do negócio.

Em suma, o downsizing é uma estratégia que pode ser usada em um determinado momento pelas organizações para que os impactos das crises sejam amenizados, enquanto a reengenharia deve ser usada somente em último caso, quando os produtos e serviços das empresas não fazem mais sentido para o mercado que estão inseridos.

O que se espera do downsizing?

Uma vez que o downsizing for implementado com sucesso, as empresas podem esperar vários ganhos, dentre eles:

  • Lucros maiores no curto e médio prazo;
  • Maior produtividade, mesmo com o time enxuto;
  • Melhor posicionamento no mercado em que atua;
  • Redução de despesas com o time operacional;
  • Melhora da satisfação dos profissionais, desencadeando em maior produtividade das equipes;
  • Otimização de mão-de-obra;
  • Redução de burocracia nos processos decisivos;
  • Redução de custos com matéria-prima;
  • Maior segurança aos investidores;
  • Otimização da comunicação interna e redução de ruídos.

Como vimos, a expectativa que as empresas possuem ao implementar a estratégia de downsizing é bem alta. Recomenda-se que o objetivo final da aplicação dessa estratégia esteja muito claro, e que o passo a passo para a execução da mesma seja bem desenhado.

Como implementar o Downsizing na gestão de pessoas?

A implementação do downsizing pode ser mais complexa do que parece. Traçar um objetivo final, ter previsibilidade sobre o que pode dar errado, assumir riscos e arcar com as consequências de um downsizing mal implementado, realmente podem tirar o sono de quem tem que tomar essa decisão.

É preciso muito empenho por parte das empresas para que a empresa entenda se faz ou não sentido usar essa estratégia. Além disso, o tempo para correções e engajamento dos times são fatores que devem ser levados em conta.

Todo o processo produtivo, seus principais custos e características devem ser  cuidadosamente analisados.

Para suportar as demissões em massa que serão feitas, recomenda-se que as empresas tenham muito bem mapeadas as ferramentas que deixarão os seus processos mais fluidos e menos burocráticos.

Todos esses pontos merecem um reforço, pois as desvantagens de um downsizing mal implementado podem aparecer no curto prazo, então recomenda-se que as empresas tomem essa decisão com muito cuidado.

Para que uma organização decida sobre implementar ou não essa estratégia, a mesma deve conhecer o downsizing e suas implicações de maneira bem profunda.

Conclusão

Com o crescimento acelerado das empresas, é natural que alguns processos não estejam bem desenhados. Isso pode implicar, no médio ou longo prazo, na burocratização dos processos, na dificuldade da comunicação interna e uma saturação no quadro de funcionários.

Se esses pontos forem cuidadosamente desenhados antes do crescimento da organização, o que é extremamente complexo, provavelmente as empresas não precisariam se arriscar implementando a estratégia do downsizing.

Como toda estratégia empresarial, o downsizing possui suas possíveis vantagens e riscos. Cabe à empresa colocar na balança os pontos positivos e negativos da implementação e analisar se o trade-off é favorável ao seu objetivo.

Uma vez que a empresa optar por implementar essa estratégia, a mesma deve tomar cuidado na hora de planejar e executar o downsizing.

Se o processo correr conforme o planejado, os ganhos da organização são muito grandes, como a redução de custos, otimização dos processos, melhora na comunicação interna e desburocratização nas tomadas de decisões estratégicas.

Em suma, desde que bem aplicado, o downsizing pode realmente contribuir com o contorno de crises internas e externas das empresas, mas o risco e o desafio de sua implementação não podem ser esquecidos e pesados no momento em que a decisão for tomada.

Esperamos que o conteúdo tenha te ajudado com suas dúvidas em relação ao downsizing e que contribua na sua decisão por implementá-lo ou não. Para mais conteúdos como esse, acesse o nosso blog!

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Fonte: PontoTel

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