A nova geração de CEOs


Há poucas semanas, tive o prazer de receber em nosso Escritório a visita do colega Pierre Moreau, de quem se poderia dizer: “é um ser humano de múltiplas camadas”. Advogado de prestígio nacional, escritor, publicista, sócio fundador e membro da Casa do Saber em São Paulo, Árbitro da Câmara FGV de Mediação e Arbitragem, além de outros relevantes títulos, como o de Professor visitante da University of St. Gallen (Suíça). Ele estava acompanhado da colega e sócia Mariana Valverde, cuja perspicácia e inteligência, além de outras qualificações, demonstram que as mulheres têm revelado notáveis progressos nas mais diversas carreiras jurídicas.

Mas o que significa CEOs, a sigla de Chief Executive Officer? Trata-se do presidente-executivo ou diretor geral de uma empresa, “a quem cabe montar uma equipe e conduzir a execução da estratégia da companhia, fazendo um diagnóstico do presente e do cenário futuro, entregando o que se espera dele”. A definição é parte da introdução de um livro com o sugestivo título “A nova geração de CEOs”, e uma legenda alvissareira: “como jovens executivos vêm comandando grandes empresas no Brasil – e o que você pode aprender com eles.

A obra, que eu chamaria de um sintético e valioso manual, foi organizada por Jair Ribeiro, Giuliana Napolitano, Celso Loduca e Pierre Moreau, com o prefácio de Fábio Barbosa. Doze colaboradores, com textos pessoais, integram, com sobra, um time de craques de uma seleção de especialistas. Do prefácio, retiro algumas passagens: “quando comecei a trabalhar em banco, passei a falar uma frase que logo se tornou o meu mantra: ‘O jogo é duro, mas é na bola e não na canela’. Manter a coerência nas atitudes, nas pequenas coisas, é o que há de mais importante. O comportamento não pode se desconectar das palavras. (…) Esse sentimento, ou Zeitgeist (espírito do tempo) como diriam os alemães, está em linha com o que os jovens profissionais de hoje buscam. Eles querem mais do que um lugar onde possam desenvolver suas habilidades. Estão em busca de significado. Querem lugares que pratiquem os mesmos tipos de valores em que acreditam”. A lição de Betânia Tanure, Ph.D em administração, membro do conselho de administração de diversas empresas é muito apropriada: “ninguém é perfeito, mas uma equipe pode ser”.

Esse receituário de bom sucesso profissional harmoniza-se com a certeira opinião de Geoffrey Garrett, cientista político e reitor da Wharton Business School, da Universidade da Pensilvânia, na recente entrevista publicada em O Estado de São Paulo (23.06, p. B8): “vivemos uma batalha global por inovação”.

O assunto é recorrente e demonstra como foi importante a visita que membros de nosso Escritório e eu recebemos. E me inspira um imaginário exemplo. Além de perguntar ao novo chefe “o que eu posso fazer?”, mantendo a rotina do primeiro diálogo, o candidato ao emprego, delicadamente, pode completar a frase: “permita-me sugerir…”.

É o primeiro passo, ou melhor, a primeira fala para viabilizar a inovação que “não sai de sua cabeça” para aquela espécie de trabalho.

Blog do Dotti


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