Em meio à crise, empreendedores adaptam seus negócios para obter renda


MEI que fazia espetinhos em frente a uma faculdade usa redes sociais, vende e entrega no próprio bairro para garantir renda

Buscar alternativas para minimizar a crise ocasionada pelo Coronavírus tem sido a principal tarefa de muitos empreendedores que tiveram que suspender suas atividades durante o período de quarentena, estipulado pelo governo. Muitos têm recorrido às redes sociais para fomentar as vendas, conquistar novos clientes e, com isso, garantir a renda familiar.

Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no grupo Comunidade Jardim Gianna, no whatsapp, os moradores, na maioria empreendedores, compartilham suas dores e fomentam discussões sobre a importância de fortalecer o comércio do bairro e de adquirir produtos e serviços oferecidos na vizinhança.

O microempreendedor individual, André Henrique Kraushaar, teve que adaptar seu modelo de negócio. Antes da pandemia, ele comercializava, em média, 150 espetos assados por noite, em frente a uma instituição de ensino superior da cidade. Agora, com o decreto que terminou o fechamento do comércio e a suspensão de aulas, a alternativa foi oferecer, via whatsapp, espetos montados e crus para os clientes assarem em casa.

“A crise tem o lado positivo e o negativo. O positivo é que eu consegui enxergar um novo jeito de vender meu produto. Por outro lado, fico apreensivo por não saber quando tempo isso pode levar”, comenta. Segundo ele, as ferramentas digitais têm sido fundamentais neste momento.

“A aceitação do produto tem sido muito boa, as pessoas elogiam e ajudam a divulgar. Estou tendo a oportunidade de levar o nome da minha empresa, a Faculdade do Espeto, para diversos pontos da cidade, porque o marketing boca a boca ajuda muito. Além disso, apesar do meu lucro ser inferior, eu consigo obter uma renda”, considera.

A doceira Mayara Caroline Becker Maciel também se agarrou às redes sociais para driblar a crise. É por meio delas que ela divulga fotos dos doces e salgados que produz em casa. Responsável por 80% da renda familiar, ela conta que somente na primeira semana de isolamento social teve três eventos cancelados e, na semana seguinte, mais dois.

“Se antes eu fazia 500 doces por festas, agora eu vendo porções fracionadas de 50 unidades. Comecei também a fazer salgados para as pessoas fritarem ou assarem em casa. Como cortesia, não cobro o frete para entrega a domicílio”, diz. Segundo ela, o whatsapp é uma ferramenta importante para divulgar sua atividade. “Tenho aproveitado os grupos para vender, já que o ramo de festas é um dos mais atingidos”, comenta.

O consultor do Sebrae/PR, Agenor Felipe, reforça que a criatividade é importante neste momento, mas que é preciso observar o comportamento de consumo dos clientes, que mudam diante da crise. “É preciso agir de forma criativa, utilizar as redes sociais de forma organizada e, se possível, personalizar o produto ou serviço”, explica.

Apesar das facilidades que a internet oferece, o consultor frisa que as ações precisam ser planejadas de forma profissional, visando o público-alvo. “Há um grande volume de ofertas e promoções sendo geradas neste momento. É preciso que o empresário esteja atento e aja de forma planejada”, comenta o consultor.

Atendimento Sebrae/PR

Desde que as medidas oficiais previstas para combater a pandemia do Coronavírus foram anunciadas, o Sebrae/PR promove uma força-tarefa para atender, digitalmente e sem custos, empreendedores de micro e pequenas empresas em todo estado. O contato pode ser feito pelo portal do Sebrae/PR. Nele é possível acessar canais como whatsapp, 0800 570 0800 e telefones regionais, onde o empresário tem acesso orientações, consultorias, exemplos de empreendedores que encontraram soluções inovadoras no momento de crise, além de cursos online com conteúdos diversos.

Contato para imprensa:
Patrícia Biazetto – (42) 9.8827-9194
Adriano Oltramari – (41) 3330-5895 / (41) 99232-0502

Fonte: Agência Sebrae


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