Prevenir o Brasil de ameaças cibernéticas é um dos desafios da Abin, afirma diretor

Prevenir o Brasil de ameaças cibernéticas é um dos desafios da Abin, afirma diretor

As ameaças do ambiente cibernético estão entre os desafios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para os próximos anos. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da agência, Janér Tesch, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (28). Ele explicou à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional que a Abin atua na antecipação de ameaças como as tentativas de invasão de redes e sistemas críticos do país.

Edilson Holanda/Câmara dos Deputados

Audiência pública sobre o papel da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a importância da inteligência de Estado para o Brasil

Diretor-geral disse que a Abin atua na antecipação de ameaças e que a agência vem desenvolvendo programas para garantir a segurança na internet

O deputado Nilson Pinto (PSDB-PA), presidente da comissão, quis saber como a agência monitorou a eclosão da greve dos caminhoneiros em maio. Tesch explicou que houve sinalização dentro do governo de que a greve poderia ocorrer, mas explicou que o movimento foi articulado por redes sociais, sem lideranças definidas, o que dificultou uma maior previsibilidade. Segundo ele, as mensagens trocadas eram, muitas vezes, falsas ou contraditórias.

Janér Tesch destacou, porém, que a Abin vem desenvolvendo programas digitais que permitem às autoridades do governo mais segurança na navegação pela internet. E citou o exemplo do Whatsapp.

“Nós temos todas as funcionalidades, mas eu não tenho o depósito das informações monitoradas, por exemplo, pelo Google. Mas nós conseguimos desenvolver um Whatsapp que tem uma criptografia de estado. Mais do que isso: nós desenvolvemos um criptovoz que permite comunicação direta entre dois aparelhos sem nenhuma fração de delay”, explicou.

Ouça esta reportagem na Rádio Câmara

Outras áreas de preocupação entre as agências semelhantes à Abin no mundo seriam, segundo Janér Tesch, o crime organizado, o terrorismo, a espionagem e as questões migratórias. O diretor defendeu uma maior integração entre as agências e a constitucionalização do serviço. Ele ainda afirmou que a Abin também atua para evitar interferências indevidas de outros países no Brasil.

A Abin tem representação em todos os estados, 20 escritórios no exterior e unidades em Tabatinga (AM) e Foz do Iguaçu (PR).

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