Governo considera antecipar calendário de restituição de IR


O governo pode encurtar ainda mais o cronograma de restituição do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, caso haja um agravamento da crise por causa da pandemia do coronavírus.

Em paralelo, a equipe econômica avalia dar mais prazo para empresas pagarem tributos federais, como medida para mitigar os efeitos da crise sobre o setor produtivo. A ideia deve ser discutida na manhã desta segunda-feira, durante reunião entre o ministro Paulo Guedes e os secretários especiais do Ministério da Economia.

Segundo um técnico do governo, a antecipação do IR será avaliada assim que for encerrado o prazo da entrega das declarações, em 30 de abril.

Neste ano, estão programados cinco lotes de restituição do IR, sendo o primeiro um mês depois do término do prazo, em 29 de maio e o último em 30 de setembro. Em 2019, eram sete lotes, começando em junho e o último em dezembro.

Segundo a fonte, o governo tomará todo tipo de medida que for possível para aliviar o impacto para pessoas físicas e empresas, desde que não haja impacto nas contas públicas.

A restituição do IR é uma  despesa já prevista. A ideia vai na mesma linha da antecipação da primeira parcela do 13º para os aposentados e pensionistas do INSS.

No caso do adiamento do pagamento de tributos, a ideia, segundo um integrante da equipe econômica, seria dar mais fôlego às empresas. De acordo com essa fonte, o sistema de tributação já faz com que as companhias, na prática, antecipem o pagamento de impostos, para depois fazer o ajuste anual.

Redação Grupo Studio

Grupo Studio


Posts Relacionados